Hoje em dia, nós mães, nos cobramos para desempenhar inúmeros papéis. A formação tradicional da nossa geração (mulheres de quase 40) nos pregou algumas peças e quebrou alguns paradigmas: Fomos educadas para aprender várias línguas, bons modos, casar e sermos incríveis esposas e, no caso de necessidade, trabalhar.
Não lembro de ter aprendido que teríamos que além disso tudo, ter de buscar um lugar ao sol, ser eternamente jovem e gata, administrar planilha financeira de executiva (se bem que, isso, meu pai me ensinou), cuidar de cada movimento do filho e de suas inúmeras aulas extra-curriculares além do bom e velho pacote (casa, comida e roupa lavada). De quebra ainda precisamos ser amantes circenses e ter claro, disposição para vida social.
O que me dou conta a cada dia, (obrigada idade da Loba) é que o que vale mesmo é conseguir alinhar ações aos valores. Isso sim foi fundamental ter aprendido desde cedo com minha família.
Valores que a gente consiga transmitir durante nossa jornada diária para todos aqueles a nossa volta, dentro dos nossos limites e por fim, sem culpa e sem julgamentos.
Mas o que tem de sustentável nisso tudo? Para mim, valores sustentáveis são aqueles que te orientam no seu dia-a-dia e te mantém de pé. Quando você pensa no outro, seja ele seu filho, sua manicure, seus parentes ou desconhecidos, pense com a mesma consideração que pensa em você. Ninguém precisa perder para você ganhar.
Sustentabilidade tem que ser primeiro uma filosofia, um modo de vida onde os valores de interdependência aparecem. Você não é melhor do que ninguém.
Todas têm capacidades e necessidades. Viva em equilíbrio e enxergue com o olhar do outro.
A partir do momento que for entendido que estamos todas conectadas, podemos ir mais a fundo em questões práticas para recuperação do nosso planeta.
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