sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TUDO TEM SUA HORA...

Os pais de hoje acreditam que seus filhos serão melhores do que os dos outros ou serão melhores profissionais se eles começarem a ler mais cedo, a falar mais cedo, a tirar a fralda mais cedo.E o que mais mais cedo? Ter depressão mais cedo? Iniciar a vida sexual mais cedo? As meninas já freqüentam o salão de beleza aos 3 anos de idade e os meninos precisam estar afiados na soma e subtração. Porquê? Para quê essa pressa? Sim, o mundo está mais competitivo. Sim, o mercado exige mais do profissional – línguas, experiência, inteligência … Qual é o plano, então? O recém nascido já sai da maternidade com o compromisso de ser um profissional? E competente, certo?

Antes de nos tornarmos profissionais, bons profissionais, temos de ser crianças, e crianças felizes, que brincam, que riem, que choram, que se frustram, que ganham e perdem, que aprendem, ou seja, crianças saudáveis,para que, no futuro possamos ter a capacidade de lidar com a vida como ela é.A agenda de compromissos diários de uma criança hoje é a mesma, proporcionalmente, a de um executivo. Escola bilíngüe, natação, balé, judô, kumon, entre outras atividades que ao invés de adquirir essas aptidões ela se estressa, não sabe relaxar e está sempre querendo saber qual será a atividade seguinte.Estamos criando crianças ansiosas, muito agitadas e que não sabem aproveitar o momento presente. Além disso, os pais permitem com que elas escolham absolutamente tudo o que faz parte da vida delas, como que se uma criança de 2, 3 , 4 anos e assim por diante tivesse maturidade de escolher o seu vestuário, brinquedo, comida, entre outros. “ O que você quer almoçar hoje, meu filhinho de 2 anos?” “ Escolha um livro, minha querida filha de 3 anos”! Pais, está na hora de acordar! Acordem dessa situação sem sentido, sem propósito e nociva ao futuro dos seus filhos. Crianças são crianças e adultos são adultos.A criança de hoje não é mais, realmente, a mesma de 20 ou 30 anos atrás, elas são NATURALMENTE mais atentas e espertas, pois o mundo mudou, o meio em que vivemos mudou, mas ser criança, viver incríveis descobertas, viver a inocência, a novidade, a fantasia,o carinho, a atenção e o afeto dos pais não tem preço, nem agenda e nenhuma aquisição de informação precoce que substitua o alimento vital e primordial da criança – o amor. E amar o seu filho não é dar a ele todos os brinquedos anunciados na TV, nem fazer uma mega festa em seus 4 anos de idade, nem comprar só o tênis de marca que vai usar por poucos meses e nem dar a ele como prêmio, por ter lhe obedecido, um “belo” almoço em uma rede de fast food.Amar é criar hábitos saudáveis, é insistir na fruta e nos legumes todos os dias; é levá-lo ao parque em contato com a natureza e não só aos shoppings e supermercados, em prol do conforto e comodidade dos pais. É fazê-lo repetir palavras como “obrigado”, “por favor”, “de nada”, “ desculpa” em todas as circunstâncias que exigem esse tipo de tratamento. É deixá-lo menos com a babá e permiti-lo com que ele fique mais com você. É substituir um carrinho eletrônico ou um DVD por um gostoso beijo e abraço e alguns instantes de atenção. Aprendam, pais, educação não se compra, se dá e se vocês querem ter filhos profissionais no futuro, garantam primeiro a felicidade e o aconchego do coração de saberem que sempre foram muito, mas muito amados. E não se esqueçam que antes de terem a preocupação de formar um bom profissional, seja pelo receio do futuro ou por orgulho e vaidade, seus filhos são, antes de mais nada potencias seres humanos, que irão direcionar seus olhares e anseios durante todo o percurso de suas vidas com os valores e prioridades que vocês, pais, escolheram hoje.A grande revolução mundial na década de 60, onde tudo foi questionado e a busca pela expressão e liberdade deram ao mundo uma nova perspectiva, acabou influenciando também o modo de educar os filhos. Se fui reprimido e obrigado a seguir as regras dos meus pais, com meus filhos tudo será diferente…Não sou aversa a liberdade de expressão muito menos contra a busca do pensamento livre e criativo, mas houve muita má interpretação a partir desse movimento sobre o que é criar e educar um filho com pensamentos e atitudes livres de preconceitos, julgamentos, imposições ou radicalismos. Determinar que seu filho escolha e decida tudo antes de atingir a sua real maturidade não é seguir uma educação que traz liberdade ou felicidade ao seu filho. Na verdade, você está se omitindo enquanto educador, ou seja, enquanto pai ou mãe, e olhando para seu filho como um semi-deus, que já nasceu sabendo, que tem poder de decisão, critério e tudo o mais que vemos por aí, como se os pais tivessem de ser subjugados pelos seus filhos para não terem o remorso de não terem sido fiéis ao movimento hippie. Quanta inversão de papéis,não? Quem disse que seus filhos não podem se frustrar com algo? Que mundo vocês estão construindo, ou melhor, fantasiando para seus filhos que não existe? Não existe vida sem frustração, sem erros, sem derrotas e tristezas. E o mais incrível, senão irônico é assistir os resultados dessa educação extremamente permissiva e sem limite algum, o que torna o recém-adulto muitas vezes em tirano, radical, revoltado e o que é mais irônico, desrespeitoso com seus pais. Se eles sempre tiveram e fizeram tudo o que quiseram, pobre pai ou mãe que não continuar nesse interminável jogo de dar, dar e dar. Até chegar o dia em que você acordar quando o seu filho te der um belo tabefe no rosto, assaltar a sua carteira ou exigir aos berros algo completamente fora de sensatez. Exagero? Não. Exemplos reais e infelizmente, mais comuns do que possam imaginar.

Autor desconhecido, parabéns e desculpe não te dar crédito. Se nos localizar, apareça! 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Post Garden
Você manda um cartão, 
a pessoa recebe um 
pequeno jardim!
Genial!








sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A importância dos contos-de-fadas para o desenvolvimento infantil".

CONTOS DE FADA

Discute-se muito atualmente uma questão de grande importância para nós pais e educadores. Qual o valor dos contos-de-fadas na formação das crianças ?

Para alguns, o caráter simbólico destas  histórias pode tornar-se prejudicial pois dificultam o acesso à realidade, constituindo-se até mesmo numa forma de alienação, impedindo a criança de lidar com o mundo real. Para outros estudiosos, estes contos são prejudiciais, pois fazem com que a criança se defronte com uma série de figuras e temas assustadores inadequados para sua faixa etária. 

Em uma vertente contrária (na qual me incluo), os estudiosos vêem mais aspectos positivos e salientam outros elementos que validam sua posição.
Os contos-de-fadas  são muito importantes para o desenvolvimento emocional das crianças porque através das histórias infantis, as crianças são capazes de se identificar com os personagens, expressar seus sentimentos, angústias, necessidades e resolver conflitos psicológicos de acordo com a fase do desenvolvimento que estão passando.

Assim como os contos, as cantigas de ninar trazem a tona questões humanas que todos devem elaborar como morte, separação e o desamparo. Segundo Radino (2003), "o que traumatiza as crianças não é o contato com os elementos esfaceláveis, mas o significado e a relevância que os adultos lhe dão". As crianças só temerão imagens assustadoras, quando os adultos insistirem no seu caráter assustador. Para o autor, mesmo parecendo terríveis, figuras como bruxas e ogros, por exemplo, podem acalmar a criança no acalanto, pois desvenda questões humanas que todos precisamos elaborar como a separação, a morte, o desamparo.

Grimm (1999) insiste no fato de que, ao censurar os contos de fadas, muitos adultos acham que estarão protegendo a criança de vivenciar situações que estes apresentam como o medo, a sexualidade, a inveja, o ódio, entre outros, porém isto não é verdadeiro. Esses sentimentos já estão presentes nas crianças, de forma fantasiada, desde muito cedo. A idéia de que o contato com tanta fantasia desorganiza, ao contrário do que se imagina, pode servir como fonte de elementos simbólicos para a própria organização mental. A fantasia facilita que a criança se projete na história, nos personagem e na paisagem. Quanto mais elementos realísticos a história tiver, menor a possibilidade da criança se projetar nela, pois com isto ela poderá engessar sua capacidade criativa.

Como já visto acima, o conto de fadas é um instrumento de trabalho muito importante para o desenvolvimento emocional da criança por vários motivos. Através das historias, as crianças se identificam facilmente com os problemas dos personagens e isto auxilia a criança a lidar com a ansiedade que está vivenciando e a até mesmo a superar obstáculos, favorecendo assim desenvolvimento da sua personalidade.
 Através da fantasia, as crianças têm maior facilidade de compreensão, pois ela se aproxima mais da maneira como vêem o mundo, já que ainda são incapazes de compreender respostas realistas.

A estrutura dos contos-de-fadas corresponde às necessidades infantis (Radino, 2003). Geralmente, os contos se desenrolam num mundo da fantasia porem com personagens que se aproximam da realidade. Falam de heróis comuns, seus nomes são genéricos, como João e Maria. Os pais dos heróis também podem ser qualquer um de nós. Dessa forma, como diz Radino, "torna-se mais fácil uma identificação com esses personagens genéricos, que vivem situações cotidianas e que têm uma família comum, e não personagens sobre-humanos ou sobrenaturais.

De acordo com outros autores, os contos-de-fadas começam com uma maneira simples e partem de um problema ligado a realidade. A criança se depara com situações semelhantes à sua realidade interna. Buscando solucionar esses conflitos, aparecem situações mágicas. A narrativa termina com a volta a realidade, em que os heróis se casam ou retornam ao lar (Ressurreição, 2007).

Nos contos-de-fadas não há localização temporal, pois este pouco importa. Assim sendo, crianças e adultos dos contos de fadas não envelhecem, já que o tempo não existe.

Para Bettelheim, os contos-de-fadas se estruturam de forma com que a criança consiga estruturar também seus devaneios e assim direcionar melhor sua vida. Eles não iludem e sim, expõem as crianças às dificuldades fundamentais do homem. Além disso, aguçam a imaginação (Radino, 2003).
Levine pontua que os contos-de-fadas, em sua maioria nos trazem, a principio, a angustia de ruptura com o meio familiar no momento de passagem para o mundo adulto. O que salva o herói é o seu grau de amadurecimento. "A mensagem oculta é a de que precisamos de nossos pais, mas para crescer, temos de nos libertar da dependência deles (Ressureição, 2007).

Nos contos-de-fadas e nos mitos são ilustrados simbolicamente nossa história interna e nossos conflitos internos (como a rivalidade entre irmãos, por exemplo), sendo que o personagem principal somos nós mesmos (Postic, 1993). Através de uma linguagem fantástica, os contos procuram explicar a existência humana (Radino, 2003). Segundo Postic, a criança se identifica com o herói da história e capta significados a partir de seus interesses e necessidades momentâneas. Os contos mostram à criança muitas questões humanas que ela vivência, mas não consegue verbalizar. Eles dão forma a desejos da própria criança, aguçando a imaginação e favorecendo para seu processo de simbolização que, segundo a autora, é de grande importância para a sua inserção no mundo civilizado e na cultura...." os contos-de-fadas sugerem, de forma simbólica, como convém resolver os conflitos internos (Postic, 2003).

Texto elaborado por Gabriela Jens de Mello e Malu Montoro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

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