Recentemente almocei com uma amiga e o papo foi sobre o trabalho incrível dela na “Rede de Transformação Pública”. Isso porque ela é uma das mais bem sucedidas empresárias da nossa geração, e ainda por cima é mãe de dois e grávida do terceiro. A própria mãe elástica.
Apesar do otimismo de pessoas cheias de ideais, iniciativas empreendedoras e muita garra, não dá para negar que às vezes a vida real é bem frustrante. Ela me perguntou:
“Será que estamos vivendo o fim do mundo? Sim, porque num país que há poucos desastres naturais, muitos projetos sociais maravilhosos nas periferias, tanta gente comprometida, se educando, batalhando, aprendendo a escrever, lutando para sair do crime e conseguir um bom emprego para manter apenas sua dignidade, ganhando espaço, respeito e reconhecimento, onde está mesmo a tal classe privilegiada?”
Eu tive que concordar. Como é possível falar de sustentabilidade com pessoas que não conseguem enxergar além do próprio umbigo?
Estamos numa era complicada. Quando poderíamos estar mais perto do paraíso.
A revista TRIP de setembro dá um banho de idéias e novas propostas de como precisamos “formar pessoas”. Independente da classe social a qual a revista se refere, podemos começar o questionamento, olhando para nós mesmas.
Tanta crise econômica, moral e emocional... Fora o sistema financeiro irresponsável, os bandidos públicos que roubam dos velhinhos sua previdência. Tem tanta gente que ainda acredita no poder do acúmulo. Do ter e não do ser, achando erroneamente que quem acumula é mais feliz que quem divide. Totalmente anti-sustentável.
Está meio na cara que do jeito que está não dá pra ficar. Temos que transformar. Nos re-educar. E falo de pessoas, teoricamente, educadas.
E já que me inspirei na Revista Trip, sugiro que vocês acompanhem o Prêmio Trip Transformadorese sejam também inspirados por estórias de sucesso e felicidade de quem aprendeu a valorizar diferente.
Flora escreve toda semana no site Mães Elásticas
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