quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Post Garden
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A importância dos contos-de-fadas para o desenvolvimento infantil".

CONTOS DE FADA

Discute-se muito atualmente uma questão de grande importância para nós pais e educadores. Qual o valor dos contos-de-fadas na formação das crianças ?

Para alguns, o caráter simbólico destas  histórias pode tornar-se prejudicial pois dificultam o acesso à realidade, constituindo-se até mesmo numa forma de alienação, impedindo a criança de lidar com o mundo real. Para outros estudiosos, estes contos são prejudiciais, pois fazem com que a criança se defronte com uma série de figuras e temas assustadores inadequados para sua faixa etária. 

Em uma vertente contrária (na qual me incluo), os estudiosos vêem mais aspectos positivos e salientam outros elementos que validam sua posição.
Os contos-de-fadas  são muito importantes para o desenvolvimento emocional das crianças porque através das histórias infantis, as crianças são capazes de se identificar com os personagens, expressar seus sentimentos, angústias, necessidades e resolver conflitos psicológicos de acordo com a fase do desenvolvimento que estão passando.

Assim como os contos, as cantigas de ninar trazem a tona questões humanas que todos devem elaborar como morte, separação e o desamparo. Segundo Radino (2003), "o que traumatiza as crianças não é o contato com os elementos esfaceláveis, mas o significado e a relevância que os adultos lhe dão". As crianças só temerão imagens assustadoras, quando os adultos insistirem no seu caráter assustador. Para o autor, mesmo parecendo terríveis, figuras como bruxas e ogros, por exemplo, podem acalmar a criança no acalanto, pois desvenda questões humanas que todos precisamos elaborar como a separação, a morte, o desamparo.

Grimm (1999) insiste no fato de que, ao censurar os contos de fadas, muitos adultos acham que estarão protegendo a criança de vivenciar situações que estes apresentam como o medo, a sexualidade, a inveja, o ódio, entre outros, porém isto não é verdadeiro. Esses sentimentos já estão presentes nas crianças, de forma fantasiada, desde muito cedo. A idéia de que o contato com tanta fantasia desorganiza, ao contrário do que se imagina, pode servir como fonte de elementos simbólicos para a própria organização mental. A fantasia facilita que a criança se projete na história, nos personagem e na paisagem. Quanto mais elementos realísticos a história tiver, menor a possibilidade da criança se projetar nela, pois com isto ela poderá engessar sua capacidade criativa.

Como já visto acima, o conto de fadas é um instrumento de trabalho muito importante para o desenvolvimento emocional da criança por vários motivos. Através das historias, as crianças se identificam facilmente com os problemas dos personagens e isto auxilia a criança a lidar com a ansiedade que está vivenciando e a até mesmo a superar obstáculos, favorecendo assim desenvolvimento da sua personalidade.
 Através da fantasia, as crianças têm maior facilidade de compreensão, pois ela se aproxima mais da maneira como vêem o mundo, já que ainda são incapazes de compreender respostas realistas.

A estrutura dos contos-de-fadas corresponde às necessidades infantis (Radino, 2003). Geralmente, os contos se desenrolam num mundo da fantasia porem com personagens que se aproximam da realidade. Falam de heróis comuns, seus nomes são genéricos, como João e Maria. Os pais dos heróis também podem ser qualquer um de nós. Dessa forma, como diz Radino, "torna-se mais fácil uma identificação com esses personagens genéricos, que vivem situações cotidianas e que têm uma família comum, e não personagens sobre-humanos ou sobrenaturais.

De acordo com outros autores, os contos-de-fadas começam com uma maneira simples e partem de um problema ligado a realidade. A criança se depara com situações semelhantes à sua realidade interna. Buscando solucionar esses conflitos, aparecem situações mágicas. A narrativa termina com a volta a realidade, em que os heróis se casam ou retornam ao lar (Ressurreição, 2007).

Nos contos-de-fadas não há localização temporal, pois este pouco importa. Assim sendo, crianças e adultos dos contos de fadas não envelhecem, já que o tempo não existe.

Para Bettelheim, os contos-de-fadas se estruturam de forma com que a criança consiga estruturar também seus devaneios e assim direcionar melhor sua vida. Eles não iludem e sim, expõem as crianças às dificuldades fundamentais do homem. Além disso, aguçam a imaginação (Radino, 2003).
Levine pontua que os contos-de-fadas, em sua maioria nos trazem, a principio, a angustia de ruptura com o meio familiar no momento de passagem para o mundo adulto. O que salva o herói é o seu grau de amadurecimento. "A mensagem oculta é a de que precisamos de nossos pais, mas para crescer, temos de nos libertar da dependência deles (Ressureição, 2007).

Nos contos-de-fadas e nos mitos são ilustrados simbolicamente nossa história interna e nossos conflitos internos (como a rivalidade entre irmãos, por exemplo), sendo que o personagem principal somos nós mesmos (Postic, 1993). Através de uma linguagem fantástica, os contos procuram explicar a existência humana (Radino, 2003). Segundo Postic, a criança se identifica com o herói da história e capta significados a partir de seus interesses e necessidades momentâneas. Os contos mostram à criança muitas questões humanas que ela vivência, mas não consegue verbalizar. Eles dão forma a desejos da própria criança, aguçando a imaginação e favorecendo para seu processo de simbolização que, segundo a autora, é de grande importância para a sua inserção no mundo civilizado e na cultura...." os contos-de-fadas sugerem, de forma simbólica, como convém resolver os conflitos internos (Postic, 2003).

Texto elaborado por Gabriela Jens de Mello e Malu Montoro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DICAS ORGÂNICAS - bem pertinho de você!





Feiras
Feira Orgânica
Parque da Água Branca
Dias: terças e sábados
Horário: 7h às 12h
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455 Perdizes
Feira Orgânica
Ibirapuera
Dias: domingos
Endereço: Rua Tutóia (estacionamento da Igreja do Santíssimo Sacramento)
Feira Orgânica
Parque Previdência
Dias: sábados
Endereço: R. Pedro Pecinini, 88 KM
12 da Raposo Tavares
Feira Orgânica
Santana do Parnaíba
(Antiga feira de Alphaville)
Dias: terças
Endereço: Av. Vênus, em frente ao Nº14
Centro de Apoio II
Feira de Alimentos
Orgânicos e Biodinâmicos
Dias: quintas
Horário: 7h às 13h
Endereço: Rua São Benedito, (em frente ao convento, próximo a Alexandre Dumas)
Dias: sábados
Horário: manhã
Endereço: Mercado Central de SP (R.Cantareira).

Dias: sextas
Horário: manhã
Endereço: Praça Charles Miller (Estádio do Pacaembu)
Varejão do CEAGESPAv. Dr. Gastão Vidigal, 1.946 -
Vila Leopoldina - SP
Cep 05316-900
Tel: 19-4231785  fax: 19-4210534
Lojas
Supermercados
Pão de Açúcar
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A loucura de nossas vidas…

Nos dias de hoje o que eu chamo de luxo é dispor de tempo sobrando. Os papéis que a mulher assume e as atividades que se responsabiliza são de tirar o fôlego. É uma loucura e o mais engraçado é que somos nós mesmas que a escolhemos! Assumimos cada vez mais funções, mas esquecemos que não nos ensinaram na escola como gerenciá-las com sucesso. Em minha opinião, a falta de capacidade para organizar nosso tempo, representa o maior obstáculo que nos impede muitas vezes de dar conta à todas as tarefas que nos propusermos. São tantas que na maioria das vezes não sabemos nem por onde começar. São assuntos da casa, dos filhos, do trabalho, sem falar nos pessoais. Assim, como organizá-los para conseguir mais eficácia para solucioná-los?
A primeira etapa é definir seus papeis e objetivos. Em seguida, listar o que deve ser feito no contexto de cada um, priorizando as atividades mais importantes e lembrando que estas muitas vezes podem não ser as mais prazerosas. Planejar então, suas prioridades na sua agenda semanal e agir diariamente. Vivemos, na maioria das vezes, apagando incêndios. Apenas resolvendo o que é urgente. Assim fazendo, não temos tempo para planejar nem para criar novas oportunidades. O resultado é uma vida estressada, sem consciência e presença. É preciso manter o foco em nossas metas e ter a disciplina para cumprir o que se planejou. Estabelecer limites, tendo coragem para dizer não a questões e solicitações do dia a dia que não nos facilitam alcancá-la. As vezes é difícil dizer não pois não queremos desagradar ao outro. Mas quem paga por isso mais tarde? Se você souber o que quer, saberá dizer NÃO sorrindo.
Procure ter clareza sobre seu destino, sobre o que quer construir. Não abra mão de fazer primeiro o que é mais importante. Ganhe uma vida mais equilibrada e mais produtiva, mas mais do que isso, ganhe o reconhecimento próprio por levar uma vida com mais realização e satisfação. Seja a mãe, a dona de casa a profissional, a mulher que deseja.

Escrito por Ana Raia para o blog kids Iguatemi
http://www.iguatemisp.com.br/blogs/blog-kids/

sábado, 12 de novembro de 2011

A Cau, acaba de vencer o concurso da revista Claudia 2011 sobre trabalho social! Claudia Vidigal, é psicóloga formada pela Puc com especialização no 3º setor pela FGV e coordenadora do projeto Fazendo Minha História.


Toda história de vida tem valor, basta lançarmos luz e darmos chance para que  apareçam, para que brilhem. Cruzamos diariamente com histórias de vida incríveis,  mas escondidas e encobertas pela falta de tempo ou de interesse, acabam por ser desperdiçadas.

Quem será essa mulher que cozinha para nossa família com tanto carinho? Que histórias de sua infância ela tem para contar? E essa mãe, que sempre encontro na porta da escola, o que me diria se eu perguntasse sobre o melhor dia de sua vida ou sobre a cena mais marcante que já presenciou? E se todos soubessem a criança de 6 anos que eu fui?

Ah, como a vida fica mais rica quando damos chance e tempo para as histórias de vida serem compartilhadas.  É assim que os encontros acontecem, que a gente se sente vivo, humano, cheio de esperança.

Fazendo Minha História existe para valorizar a história de cada criança e cada adolescente que estávivendo em um abrigo. Ouvir como ele percebe, sente, compreende o que viveu  e o que está vivendo e ajudá-lo a ampliar sua consciência sobre sua história.

Cada um tem uma família, amigos, afetos, medos, desejos, projetos... Encontrar espaço dentro do abrigo para falar sobre isso tudo é um passo importante para a não institucionalização, para a preservação da identidade e para a promoção da autonomia. Sou único, sou determinado e constituído por minhas escolhas, por minha história. Entendemos que este processo traz em si uma oportunidade de quebra de ciclos familiares marcados por violência e negligência que tendem a se repetir, se não forem olhados, falados, elaborados.

Agora pensemos juntos: se a nós, mães,  sobra pouco tempo para escutar nossos filhos com toda a atenção que merecem, imaginemos um educador de abrigo, que acolhe 20 crianças e adolescentes.  Como encontrar tempo para essa escuta individualizada? Como conseguir registrar cada etapa de vida das crianças, conferindo a sua vida um valor que, de outro modo, pode ficar perdido, como se suas conquistas não fossem importantes. São sim, e queremos que saibam disso.

Não é tarefa fácil, mas nem tão difícil assim, se lembrarmo-nos do prazer que temos em ouvir e contar histórias, ainda mais as vividas, tão cheias de sentido.

Foi na mobilização de um voluntariado comprometido e bem capacitado que encontramos meios para que cada criança que está afastada de sua família tenha possa ser escutada. Cada colaborador vai a um dos mais de 120 abrigos parceiros e encontra-se com uma ou duas crianças semanalmente para contar histórias (de livros e de vida)  e registrar a história única que cada um tem a trazer. Durante um ano, os encontros ocorrem e os colaboradores tem o suporte de nossa equipe técnica.

A idéia não é colecionar tragédias, registrar as violências em seus detalhes. Nada disso. A ideia é que possam trazer a sua versão da história, sob a ênfase da potência. Falar de violência para pensar como é bom ser protegido. Contar da miséria fortalecendo-se para uma vida com recursos.Descobrir o que foi bom em sua vida familiar e o que gostaria de fazer diferente.

Nenhuma história é só ruim, há sempre afetos, há aprendizados. Nenhuma criança é só carente, todas tem  muita potência em si.  Essa é nossa aposta. Esse é nosso trabalho. E fica aqui nosso convite: quer participar?

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